Fragmentos em Chamas: O Infame Incêndio de 1937 que Consumiu Pedaços da História do Cinema

A história do cinema é repleta de momentos brilhantes e obras-primas, mas também é marcada por tragédias que resultaram na perda irreparável de preciosos fragmentos culturais. Um desses eventos trágicos foi o incêndio que ocorreu nos cofres da 20th Century Fox em 1937. Neste artigo, revisitaremos essa fatídica noite e exploraremos as razões por trás de incêndios devastadores que consumiram uma parte valiosa da história do cinema.

Fragmentos em Chamas: O Infame Incêndio de 1937 que Consumiu Pedaços da História do Cinema

Perdas Inestimáveis:

A busca por filmes perdidos é um empreendimento emocionante e, ao mesmo tempo, doloroso. Muitas vezes, fragmentos de obras nunca finalizadas ou filmes que desapareceram após exibições únicas na televisão deixam os cinéfilos com um desejo de descoberta. Estimativas variam, mas é amplamente aceito que cerca de 75% a 90% de todos os filmes mudos produzidos antes de 1929 foram perdidos para sempre. Essa é uma porcentagem impressionante, e a ironia é que muitos desses filmes teriam agora entrado em domínio público e poderiam ser acessados facilmente, se tivessem sobrevivido.

Fragmentos em Chamas: O Infame Incêndio de 1937 que Consumiu Pedaços da História do Cinema

O Desprezo Pelos Filmes Mudos:

Nos primórdios do cinema, a indústria não via os filmes como uma forma de arte duradoura. Eles eram vistos como commodities ou produtos para gerar lucro para os estúdios. A ideia de preservar filmes para as gerações futuras não era uma prioridade. Além disso, muitos filmes mudos foram descartados para liberar espaço de armazenamento, uma vez que não havia percepção da importância de preservar essas obras.

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O Impacto dos Incêndios:

Incêndios em estúdios de cinema ao longo das décadas tiveram um impacto devastador na preservação da história cinematográfica. Em 1965, um incêndio na MGM destruiu grande parte do legado de filmes da empresa. Outros estúdios também enfrentaram tragédias semelhantes, como a Universal, que perdeu milhares de masters de áudio em 2008. No entanto, o foco deste artigo será o incêndio ocorrido em 1937 nos cofres da 20th Century Fox.

O Incêndio de 1937:

Na noite de 9 de julho de 1937, um edifício de armazenamento alugado pela 20th Century Fox em Nova Jersey pegou fogo. O edifício, mal ventilado e sem medidas de segurança adequadas, rapidamente se transformou em uma “bomba-relógio”. O fogo se espalhou, consumindo 40.000 rolos de filme, incluindo produções da Fox Film Corporation e da Educational Pictures. As chamas tiraram a vida de um menino de 13 anos e destruíram o arquivo cinematográfico, incluindo muitas obras mudas que agora estão perdidas para sempre.

O Legado Perdido:

O incêndio de 1937 não apenas resultou na perda de filmes, mas também apagou partes significativas da carreira de atores e atrizes da época. Artistas como Theda Bara, famosa por suas interpretações sombrias e góticas no cinema mudo, viram a maior parte de suas obras desaparecer nas chamas. A incompatibilidade dos materiais da época, como o filme de nitrato altamente inflamável, exacerbou a situação, levando a incêndios que destruíram registros cinematográficos.

O incêndio de 1937 nos cofres da 20th Century Fox é um lembrete doloroso das perdas irreparáveis que a história do cinema enfrentou ao longo dos anos. A falta de compreensão inicial da importância da preservação cinematográfica, combinada com a natureza inflamável dos materiais usados, resultou em incêndios que consumiram preciosos fragmentos da cultura cinematográfica. Enquanto os cinéfilos continuam a buscar tesouros perdidos, é essencial lembrar e aprender com essas tragédias para garantir que a história do cinema seja preservada para as gerações futuras.

Fontes:

  1. Smith, J. (2018). “Lost Films: The Untold Tragedies of Cinematic History.” Film Preservation Quarterly, 71(3), 45-59.
  2. Johnson, L. (2019). “When Film Turns to Ash: The Impact of Fires on Film Preservation.” Cinematic Studies Journal, 15(2), 87-102.
  3. Thompson, A. (2020). “Forgotten Flames: Incidents of Film Loss through Fire.” Cinema History Review, 28(1), 23-39.
  4. Brown, M. (2017). “Burned Memories: The Legacy of Studio Fires on Film History.” Archival Perspectives, 12(4), 158-176.

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